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domingo, 2 de novembro de 2008

Dá licença, eu sou Pai !!!


Nós já falamos sobre o assunto anteriormente, essa campanha já existe a alguns meses e é uma iniciativa da Rede de Homens pela Equidade de Gênero e o Instituto Papai e o Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades.

Estamos de olho no assunto e caminharemos lado a lado com qualquer movimento do meio.
Dá Licença, eu sou Pai!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Senado aprova projeto de 15 dias licença-paternidade

''O Senado aprovou projeto que passa de cinco para 15 dias a licença-paternidade- tempo que o pai tem de folga depois do nascimento do filho. A proposta, que ainda vai à votação na Câmara, também amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses.''
Chamada de primeira página do Jornal do Brasil com assusnto na página de Economia, em 07 de agosto de 2008
(qual será o sentido da palavra 'folga' nesse texto?)


Senado amplia licença-paternidade

Proposta, que agora vai à Câmara, passa de 5 para 15 dias a licença de pais em caso de gravidez da companheira

Fabrício de Castro
fabricio.castro@grupoestado.com.br



O projeto de lei que amplia de cinco para 15 dias o período de licença-paternidade foi aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em decisão terminativa. Com isso, a proposta segue direto para a Câmara dos Deputados, para votação.

Pela proposta, os pais passarão a ter 15 dias de licença-paternidade, contados a partir do dia seguinte de nascimento do filho. Em caso de adoção, os pais também terão direito ao benefício. O trabalhador precisará apenas notificar o empregador e apresentar a certidão de nascimento da criança (no caso de nascimento).

Quando o pai programar as férias para o período após o nascimento do filho, a licença-paternidade passará a contar a partir do primeiro dia útil após o fim do afastamento. Assim, se as férias forem de 30 dias, o afastamento total será de 45 dias.

Além disso, a lei proíbe a demissão sem motivos do empregado por um prazo de 30 dias, a contar do fim da licença-paternidade.

Na justificativa do projeto, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) defende que a atual licença-paternidade, de cinco dias, é “insuficiente para que o pai possa contribuir com uma assistência mais efetiva ao filho e à mãe”.

Patrícia afirma ainda que, mesmo que não seja o ideal, o prazo ampliado servirá para que o pai estabeleça um vínculo com o filho, em um momento em que “a mãe pode se sentir fragilizada devido ao período de gravidez ou em conseqüência da recuperação pós-parto.”

Essa também é a visão do encarregado Fábio Kameoka, de 29 anos. Sua companheira, a auxiliar-administrativa Fabiana Christel dos Santos, de 27 anos, está grávida de cinco meses. “É importante ter mais tempo de licença, porque assim o pai vai poder ajudar a mulher nas tarefas domésticas e a tomar conta da criança”, diz. “Se a lei for aprovada, vai ser ótimo.”

Kameoka já se programou para tirar férias em dezembro, quando seu filho deve nascer. “A idéia é aproveitar as férias e a licença para ficar mais tempo com o bebê.”

A notícia também foi bem-recebida pelo secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves. “Essa é uma reivindicação antiga dos trabalhadores”, afirma. “O pai também precisa ter tempo livre para passar com a mãe e a criança.”
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sábado, 5 de julho de 2008

Pai adotivo consegue na Justiça "licença-maternidade" em Campinas (SP)

MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas



O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas (93 km de São Paulo), decidiu ontem conceder uma licença de três meses a um pai solteiro que adotou uma criança. Ele obteve o mesmo direito que uma mãe adotiva no serviço público conseguiria.

A decisão abre precedente para casos semelhantes de pais solteiros que adotem filhos.

Por 15 votos a 4, os juízes do TRT foram favoráveis ao direito do assistente social do próprio tribunal Gilberto Antonio Semensato, 42, de obter a licença para cuidar da filha, adotada por ele aos quatro meses. O Ministério Público também foi a favor do benefício.

O artigo 210 da lei 8.112/90, que trata do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, diz que "à servidora que adotar ou obtiver a guarda judicial de criança de até um ano serão concedidos 90 dias de licença remunerada".

A menina, que tem oito meses hoje, foi abandonada ainda na maternidade pelos pais e passou pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com problemas respiratórios. Ficou quatro meses em um abrigo de Campinas até ser adotada.

A licença será retroativa, porque o servidor tirou duas férias que estavam atrasadas e licenças de saúde para poder cuidar da menina nesse período.

"Estou muito feliz, porque esse é um precedente para que qualquer homem solteiro que queira fazer uma adoção possa ter os mesmos direitos de uma mãe solteira que também adotou", disse Semensato, servidor federal há 15 anos.

Em 2002, o governo federal sancionou a lei que concedeu às mães adotivas o direito à licença-maternidade e ao salário-maternidade. No caso de Semensato, direitos como salário-maternidade e auxílio-creche já haviam sido concedidos.

O servidor adotou o bebê em março deste ano. Em abril, teve o direito à licença negado pela presidência do TRT, em um processo administrativo. Semensato recorreu --e ontem houve o julgamento do recurso.

Ele usou em sua defesa o artigo 5º da Constituição Federal, que diz que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza".

O servidor, que mora com a mãe, de 84 anos, contou que estava na lista de espera para adoção havia dois anos.

Afirmou que já incluiu a menina como dependente no plano de saúde."Essa é uma luta contra a discriminação e quero fazer desta vitória um exemplo para que minha filha saiba lutar pelos seus direitos", disse Semensato.

O TRT da 15ª Região informou não haver relato de decisões semelhantes a essa no país. O TRT tem direito de recorrer da decisão ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho, mas o órgão informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deve fazê-lo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u418054.shtml

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Falando mais sobre licença paternidade


A sociedade brasileira de pediatria que mais uma vez falou no assunto: inicialmente o aumento para 15 dias da licença paternidade. A senadora Patrícia Saboya PDT-CE (e-mail: patrícia@senadora.gov.br),mais uma vez, como com o projeto dos 180 dias de licença-maternidade, abraçou a questão dos 15 dias para licença paternidade.
A última, deputada Maria do Rosário PT-RS, (email: dep.mariadorosario@camara.gov.br)apresentou o projeto para a licença de 30 dias.
Como sempre, anda-se a passos lentos. Depois da proposta da deputada Maria do Rosário não se tive mais notícias da senadora Patrícia sobre o seu projeto.

Todos nós aqui do Blog somos a favor para o aumento da licença paternidade e consideramos os 5 dias disponíveis hoje uma vergonha, um desrespeito a nossa posição e nossas necessidades de pai.
Lendo alguns artigos me deparei com o site "Mulheres de Olho" e o depoimento desse senhor:

(...)
"Gutemberg de Macedo é empresário e Presidente da Gutemberg Consultores. Ele não admite a ampliação da licença-paternidade e explica por que:
“O projeto de ampliação da licença-paternidade é um despropósito. Pode ser muito bom para países ricos e pequenos, como Holanda, Suécia ou Dinamarca, mas para um país do tamanho do Brasil, que precisa produzir riquezas e oportunidades para todos, não faz sentido” (….). “Acredito que o executivo sério não vá querer tirar proveito de uma lei como essa. É preciso pensar se compensa ausentar-se por 30 dias para ficar cuidando de uma criança. Uma semana é mais do que suficiente, até porque não é de nossa cultura o pai ficar paparicando os filhotes e não será uma lei que vá fazer com que as pessoas mudem seus hábitos.”

Isso me levou a pensar em que tipo de prioridade se coloca o valor humano e até que ponto essa massa de empresários e similares, com pensamentos de argumentos burocráticos não pesam ( para não dizer "influenciam de forma indireta'") na aprovação de novas propostas legislativas.

Deixe-me pensar se vale a pena ficar 15 ou 30 dias de licença do trabalho para cuidar do meu filho(...)Precisa pensar? Óbvio que sim!!!!!
Vou avaliar a cultura do Brasileiro de não ficar "paparicando os filhotes"(!!!) Agora nosso desejo de passar esse inicio próximos aos nossos filhos são colocados como caprichos, paparicos, coisa desnecessária para os 'machos'.
De onde essa pessoa tirou questionamentos tão esdrúxulos? Despropósito é esse tipo de colocação ainda ser considerada... Ok,ok, para que possa haver um debate é válido.
Para o nosso empresário eu só tenho uma coisa a dizer: lugar de pai é do lado do filho. Não acredito que o executivo sério seja desse tipo. É preciso acreditar em algo melhor, não?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

30 dias licença paternidade

APOIEM!

30 dias licença patrnidade
Pelo projeto, o pai trabalhador vai ter o direito de passar os primeiros 30 dias de vida de seu filho juntinho com o bebê. Os pais adotivos também terão o mesmo direito, contando da data de adoção da criança.

Família unida
A deputada explica que, quando chega uma nova criança em casa, a família precisa estar bem unida para criar laços e aprender a conviver bem. Cada membro da família tem um papel muito importante nesse processo!

A mãe precisa muito da ajuda do pai, porque depois do parto, as mulheres têm de se recuperar: muitas ficam fracas, deprimidas e precisam realmente da presença do companheiro para dividir as tarefas e até mesmo para conversar. Os filhinhos também precisam do carinho da família para se adaptar e se desenvolver na nova casa.

Andamento
A proposta vai ser estudada junto com outros projetos de lei que tratam da licença-paternidade. A matéria está pronta para ser analisada pelo Plenário da Câmara.



Trinta dias para o papai curtir o novo filhote
Câmera dos deputados – agência plenarinho

Leite e fraldas sujas a toda hora, choro, noites mal-dormidas... Um recém-nascido muda a rotina da casa e requer muitos cuidados das mamães - e dos papais também. As mamães já têm garantida em lei uma licença-maternidade de 120 dias (período em que podem ficar em casa com seus filhotinhos), mas os pais têm o direito de passar apenas cinco dias úteis pertinho dos pequenitos. Só que a deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, acha importante os pais ficarem mais tempo ao lado dos filhos nos primeiros dias de vida. Por isso, ela apresentou na Câmara um projeto de lei (o PL 2430/07), que aumenta a licença-paternidade dos atuais 5 para 30 dias.